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Pingo Doce & marketing bem feito

por jneves, em 01.05.12

Não sou de Marketing mas tenho que tirar o chapéu à forma como o mega-desconto do Pingo Doce, foi gerido. Passo a explicar...

 

Ontem foi o último dia da 1a Fase do IRS. A equipa juntou-se toda (para que conste, trabalhamos de uma forma distribuída) e, para nós, o dia acabou já perto das 3 da manhã para um snack, no caso do Nuno o almoço+lanche+jantar, nos míticos "bolos quentes" da Praça do Chile (com direito a foto e tudo).

Reposto o açúcar a níveis que permitiam a toda a gente conduzir de volta a casa em segurança, fomos cada um para seu lado depois de deixar o João em casa. Entretanto lembrei-me que tinha de fazer mais uma paragem pelo caminho: umas horas antes tinha ficado combinado que me iria encontrar com o meu cunhado para um café na Área de Serviço, onde ele faz o turno da noite, logo que fechássemos a loja.

 

Lá me fiz à estrada, rumo a dois dedos de conversa e fazer um pouco de companhia a quem já devia estar a apanhar uma valente seca em véspera de feriado. Entre os muitos assuntos que falámos, veio à baila um "mega" segredo. Algo que não estava a ser divulgado, sem qualquer campanha de publicidade e só os colaboradores da cadeia é que tinham sido avisados sobre o que ia acontecer: o Pingo Doce, no feriado, ia oferecer 50% de desconto em compras acima de 100€. "Inacreditável", pensei. Ele confirmou que de facto assim era: familiares que trabalham no Pingo Doce, deixaram escapar isto mas pediram o maior segredo possível. 

 

Ora eu, leigo, acho que aqui é que esteve a base de grande sucesso desta campanha, para além do (ainda inacreditável) desconto: a forma como foi espalhada, como se fosse um segredo, elevou o estatuto social de quem tinha conhecimento da campanha e partilhou com o seu círculo mais próximo. Quem partilhou o segredo fez um favor a quem passou a saber. E quem ficou a saber passou a estar na "in crowd". Que depois fez o favor de partilhar. 

 

Uma lição de marketing viral, em meios offline. Fica também a análise de alguém que percebe bem mais destas coisas do Marketing.

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publicado às 22:55
editado por C.Modelo3 a 3/5/13 às 11:15


1 comentário

De Nuno Saraiva a 01.05.2012 às 23:41

Além da questão do marketing, há a questão da motivação. Havia uma greve convocada e os empregados disseram que não.

Claro que não se pode agradar a todos, mas a Jerónimo e Martins tem sido um exemplo da forma como motiva os funcionários.

A ser real o benefício adicional que estes ganhem por trabalhar neste dia, o Pingo Doce teve uma jogada perfeita:

A questão do marketing viral offline, depois redes sociais e só mais tarde media tradicional.

Mais importante, e o artigo de Paulo Morais dá enfoque a isso, houve a percepção da oportunidade. A oportunidade era boa para a grande maioria dos portugueses digamos sem pruridos.

Imaginemos um português que gastou 4 horas, para trazer bens que normalmente custariam 200 Euros por 100 Euros.

Obteve um ganho de 25 Euros à hora. Quantos portugueses ganham acima de 25 Euros à hora?

Os empregados, como foram envolvidos na acção, só podem ficar motivados.
Se eu fosse empregado do Pingo Doce, participasse nisto, ganhasse mais, mais um dia de férias, só podia pensar: Isto foi genial.

WE DID IT.

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